O mercado imobiliário português registou um volume de investimento de 892 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 37% comparativamente ao período homólogo, indica o mais recente Dils Recap.
Segundo o estudo da Dils, o investimento estrangeiro simbolizou 56% do montante total transacionado, assistindo-se a uma dinâmica crescente dos investidores portugueses, que representaram já 44% do volume total investido.
O Dils Recap refere que as estratégias core e core plus concentraram mais de 80% do volume investido, evidenciando a preferência dos investidores por ativos estáveis e de elevada qualidade.
Os setores de retalho e hotelaria destacaram-se como os mais atrativos, representando, conjuntamente, 76% do volume transacionado, cada um com 38%.
As yields mantiveram-se globalmente estáveis ao longo do trimestre, reforçando a confiança dos investidores no mercado nacional, sublinha a análise.
“Estes resultados do primeiro trimestre confirmam a resiliência e a atratividade do mercado imobiliário português, mesmo num contexto de maior incerteza global”, destaca Pedro Lancastre, CEO da Dils Portugal.
“Assistimos a um mercado cada vez mais seletivo, em que a qualidade dos ativos, a localização e os fundamentais de ocupação são determinantes nas decisões de investimento, em todos os segmentos de negócio”, acrescenta o gestor.
“Portugal continua a posicionar-se como um destino seguro e competitivo, com uma procura transversal aos vários setores e sustentada por tendências estruturais como a flight to quality e a crescente profissionalização do mercado”, conclui Pedro Lancastre.
