A Maxfinance analisou uma amostra de 15.700 contratos formalizados em 2025 e traçou o perfil do cliente que recorreu a crédito habitação no último ano.
Os dados da empresa de intermediação de crédito revelam um mercado cada vez mais jovem, urbano e financeiramente mais consciente.

A análise da Maxfinance mostra uma ligeira predominância do género masculino (51,2%), embora o mercado se apresente equilibrado face aos 48,8% registados no sexo feminino.
Em termos etários, 47% dos clientes têm até 35 anos, enquanto 39% se situam entre os 35 e os 50 anos e 13% têm mais de 50 anos, o que confirma o dinamismo das gerações mais jovens no acesso à habitação própria.
O estado civil evidencia uma mudança estrutural no perfil tradicional do comprador: 67% dos clientes são solteiros. Ao nível do rendimento mensal, a faixa entre os 1.250€ e os 2.500€ concentra cerca de 44% dos contratos, demonstrando que o crédito habitação continua a ser maioritariamente protagonizado pela classe média ativa.
Geograficamente, Lisboa concentra 23,9% das propostas contratadas e assume a liderança destacada.
Seguem-se Aveiro, com 15,1%, e Setúbal, com 14,5%, enquanto o Porto representa 10,7% do total, o que confirma a forte concentração do crédito habitação nos principais polos urbanos e nas regiões com maior dinamismo económico.

Em termos profissionais, destacam-se quadros técnicos especializados e profissionais das áreas técnicas e científicas, nomeadamente engenheiros, arquitetos e outros técnicos qualificados, evidenciando assim, um perfil de comprador com elevada qualificação e estabilidade profissional.
Para Francisco Ferreira Lima, CEO da Maxfinance, citado pela empresa, “o que verificamos é que os clientes que compraram casa em 2025 são mais jovens, mas mais conscientes” e “procuram apoio especializado para tomar decisões informadas e seguras”.












