A RE/MAX Portugal anunciou ter assinalado, nos últimos 18 meses, um crescimento de 11% na oferta de habitação para arrendamento, numa comparação entre outubro de 2024 e abril de 2026.
Este aumento, segundo a imobiliária, foi maioritariamente impulsionado pelo segmento de apartamentos, refletindo a procura predominante por este tipo de solução habitacional.
Numa análise por tipologia, ao longo dos últimos 18 meses, a RE/MAX diz que as tipologias mais representativas foram os apartamentos T0 a T3 e as moradias T2 a T4.
Apesar de algumas tipologias de apartamentos terem perdido peso relativo, verificou-se um aumento nominal da oferta em praticamente todos os segmentos, evidenciando um reforço global da disponibilidade.
De acordo com a análise, a distribuição da oferta de arrendamento em Portugal “continua a refletir assimetrias territoriais, com as zonas de maior densidade populacional a concentrarem a maior fatia da oferta disponível”.
De acordo com dados da RE/MAX, os distritos de Lisboa e Porto reforçaram o seu peso no período em análise, representando cerca de dois terços da oferta total da rede (67,8%), seguidos pelos distritos do Setúbal (7,1%), Braga (4,9%) e Faro (4,4%).
Embora Setúbal e Faro se posicionem entre os cinco principais distritos em volume de oferta, os seus concelhos não figuram entre os 15 mais representativos a nível nacional, ocupando as posições 20.ª e 22.ª, respetivamente.
Assim, a oferta de habitação para arrendamento por concelho, nos últimos 18 meses, revela uma forte concentração territorial, com Lisboa a reforçar a sua liderança (de 27,7% para 29,3%) entre outubro de 2024 e abril de 2026.
Cascais, Oeiras e Sintra registam ligeiros aumentos, enquanto o Porto perde peso relativo. Por sua vez, concelhos como Vila Nova de Gaia e Matosinhos ganham expressão, evidenciando uma redistribuição da oferta no interior das principais áreas metropolitanas.
Ao nível dos preços, verificam-se diferenças relevantes em função de fatores como a localização, o estado de conservação e a tipologia dos imóveis. De forma geral, o preço por metro quadrado (m²) é superior em imóveis novos face aos usados, sendo também mais elevado nas zonas urbanas mais densas, refletindo a maior procura.











